Vidinha mais ou menos

quarta-feira, 7 de março de 2012


Acordei particularmente mal humorada. Novamente sem tempo para nada, dormindo de menos, tendo dores de cabeça diariamente. Semana passada, meu filho não me viu por 3 dias: eu chegava em casa e ele estava dormindo. Final de semana fiquei, além de sem nenhuma disposição, doente. Ontem o dia não passava e, como se não bastasse, fiquei presa na estrada (ainda não sei se foi acidente ou culpa das obras). Cheguei em casa tarde e não fiz nada do que precisava fazer. Daí, li isso aqui :



“Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes”
(Renato Russo)




E pensei “não acredito que é assim que eu estou me sentindo com relação ao meu trabalho”. Nem quando eu embarcava 14 dias, me sentia tão confinada. Talvez porque tivesse lá suas compensações, como as folgas de 21 dias. Aqui não tem compensações. Por mais trabalho que eu tenha a fazer (e garanto, é sempre muito), fico o tempo todo apenas desejando que o tempo passe rápido e chegue logo a hora de ir embora.


Imagino que muita gente viva assim. Digo a mim mesma que isso é normal. Mas está afetando minha qualidade de vida. De verdade.

De volta

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Férias tiradas. Passeio, descanso... Confesso que não senti nenhuma falta do trabalho. Tem gente que sente... Eu acho isso impressionante, mas gosto é gosto, né? Vai entender.

Então a gente chega e o povo pergunta: "E aí, voltou animada?". Fala sério! É só olhar pra minha cara e sentir a animação típica de quem acorda às 4:30 da madrugada (sério: tem como ser feliz acordando essa hora? E pior, sem conseguir tirar nem um cochilinho nas 2 longas horas de viagem até o trabalho?). Juro que tento não parecer tão infeliz em retornar, mas mostrar animação é um pouco demais. Especialmente depois que se ouve "é, não deu tempo de fazer isso" para cada pergunta que você faz aos seus substitutos. Ou seja, o que estava pendente, assim permaneceu. E o que não era pendência, agora passou a ser.

Meu filho também não mostrou nenhuma alegria em voltar pra escolinha, exceto pela empolgação em carregar a mochilete do "Toy Story 3" e o estojo do "Carros". Pior ainda foi a experiência na natação. Quando cheguei em casa ontem, ao invés de "Oi, mamãe" ouvi um "Não vou mais à piscina!" em tom de desespero.
- Por que, filho? É legal!
- Não é legal nada. Eu chorei.
- Chorou por que, Biel?
- Porque eu fiquei com medo. Não quero ir NUNCA MAIS! (tadinho, a piscina era funda...)
Dramático, né? Não sei a quem ele puxou...

Outras do Gabriel:

* Cortando cabelo no barbeiro, pergunta para um total desconhecido:
- Moço, você é menino, né? 
- Sou, sim. - responde o pobre homem inocente.
- Então você tem pênis? (ok, ele não usou o nome científico, foi um pouquinho pior).  

*Ainda no barbeiro:
-Ali, mamãe, um ET!
Eu olho e não identifico de cara, então pergunto:
-É, filho? Cadê?
- A moça ali ó: ela virou um ET. - E aponta para uma senhora com uma touca de alumínio na cabeça.

*Viagem de férias para Hotel Fazenda:
GPS avisa que chegamos ao nosso destino. E meu filho:
-'Brigado. Agora tchau, tia do telefone. (é, ele tava falando com o GPS)

Ainda bem que hoje é sexta. Bom fim de semana.

"Quem inventou o trabalho não tinha o que fazer"

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Hoje foi dia de ficar até mais tarde no trabalho. E ter que dormir em Macaé. Nem quero falar muito sobre isso; só sei que gostaria que minha vida girasse menos em torno do trabalho e que preciso de uma qualidade de vida melhor ("qualidade de vida"... eu realmente tenho alguma?). E eu até deveria estar mais aborrecida com esse cansaço que estou sentindo, pela minha falta de tempo e ânimo pra qualquer coisa... Mas sabe quando a gente deseja e briga tanto por oportunidades que não chegam que acabamos numa espécie de apatia? Eis como me sinto agora. Sorte minha ter férias que iniciam na semana que vem.

"A escravatura humana atingiu o seu ponto culminante na nossa época sob a forma de trabalho livremente assalariado." - George Bernard Shaw

"O trabalhador só se sente a vontade no seu tempo de folga, porque o seu trabalho não é voluntário, é imposto, é trabalho forçado." - Karl Marx

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Preciso de férias urgentes! Estou profundamente cansada dessa jornada tripla, quádrupla... Sei lá, até perdi as contas. 

Apesar de meus temores (que incluem reação do meu filho, continuidade da minha estabilidade emocional e a necessidade de praticamente ter que estagiar de novo devido à perda total do que chamamos de "feeling operacional"), continuo pensando que minha melhor opção é voltar a embarcar. Preciso de tempo. E dinheiro, claro. 
Mas realmente as folgas me fazem muita falta. Sinto que não tenho vida própria, não consigo dar conta das coisas que preciso fazer.. E cada dia aqui no escritório me faz sentir como se estivesse em uma prisão. Estou como um zumbi, fazendo as coisas no automático. Totalmente desmotivada.

Infelizmente, devido a algumas mudanças que acontecerão no início deste ano (saída de pessoal), praticamente perdi as esperanças de que me liberem no 1º semestre. Não sei como vou aguentar mais tanto tempo nessa viagem diária e dormindo tão pouco... Acho que o jeito é continuar me concentrando na luz no fim do túnel...

Cada maluco...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

"A inveja é assim tão magra e pálida porque morde e não come". - Francisco Quevedo

Olho para minha vida e não vejo motivo nenhum para alguém ter inveja. Mas, sei lá... Dizem que tem maluco pra tudo, né? Eu não vejo outra explicação pra alguém ficar tentando me prejudicar. De qualquer forma, pelo menos dessa vez foi na minha cara. Não importa: a criatura se deu mal.

Da série: Quem disse que a vida é justa? - parte 1

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Frase dita por um colega de trabalho: "Para cada funcionário que não está fazendo nada, existe um outro que está trabalhando pelos dois".

Certíssimo.

Cansei de ser a que trabalha por dois (ou três). E, agora, ainda pior: ganhando menos pra isso.

Equilíbrio frágil

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Aos poucos as coisas parecem se acalmar... Ainda um equilíbrio frágil, que qualquer tempestade de pensamento pode fazer ruir. Mas sua voz ao telefone, dizendo o quanto me ama, manda qualquer tempestade para longe e transforma até a noite em um lindo dia iluminado.
 

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