Dos meus limites

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Cansada de toda essa futilidade. De todo mundo falando mal de tudo mundo. Dessa disputa ridícula por um poder medíocre. Dessas falsas alianças em que um atual “aliado” derruba o outro na primeira oportunidade. Gente incapaz em cargos estratégicos pra servir de marionete. E vale o “cada um por si”. Tudo isso me enoja até o último nível. Por favor, não me venha com essa de “fica do meu lado que você cresce junto”. (Argh! É repugnante!). Não quero esse tipo de “crescimento”. Me chamem de pessoa sem ambição. Dane-se. Não vou vender minha alma ao diabo. Ainda mais por um valor tão baixo. Nunca desejei cargo disso ou daquilo. Quero justiça. Quero paz de espírito. Quero estar longe desse lamaçal.

Ponho meus fones de ouvido. Não quero ouvir nada. Não quero saber de nada. Fico aqui no meu mundinho paralelo numa boa. E tem mais: se eu não quiser ouvir nem meus pensamentos, aumento o volume da música na maior. Que todos saibam o quanto me lixo pra toda essa babaquice.

O que eu preciso mesmo é falar com o psiquiatra da empresa e explicar - tão calmamente quanto possível - que esse lodaçal todo é que me enlouquece. Não tenho cabeça, nem estômago, nem fígado, nem nada da minha anatomia resistente o bastante pra aturar isso. Lancem-me ao mar (literalmente).

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Hoje eu tinha que responder a uma pergunta: "O que você realmente quer?"
Eu saberia responder há um mês e meio atrás. Quantas coisas mudam em um mês e meio, mesmo quando tudo parece tão parado!... A superfície pode parecer relativamente calma, mas quem sabe o que está lá no fundo de cada um? E, por isso, minha resposta mais honesta é: "Não sei mais".

“Mudanças produzem ansiedade. Tentar sair do emprego em que me pagam mal ou estou infeliz; enfrentar pai ou mãe opressivos; romper um relacionamento amoroso que me diminui  ou  esmaga; evitar um convívio em que um se anula para que  o  outro  tripudie,  num processo  de  servidão  que  gera  ressentimento  e  culpa.   Sair do estabelecido e habitual, mesmo ruim, é sempre perturbador. O desejo de ser mais livre é forte, o medo de sair da situação conhecida, por pior que ela seja, pode ser maior ainda. Para nos reorganizarmos precisamos nos desmontar, refazer esse enigma nosso e descobrir qual é, afinal, o projeto de cada um de nós.” - Lya Luft - Perdas e Ganhos

7 comentários:

Deia on 17 de setembro de 2010 00:20 disse...

Oi Tathiana. Entendo o seu sentimento. Lancada ao mar, no meu caso metaforicamente, porque havia chegado em meu limite. Um beijo, Deia

Carlos Medeiros on 18 de setembro de 2010 12:27 disse...

Qualquer mudança stressa. Tem certas coisas que eu não gostaria mais de que mudasse.

Nina on 19 de setembro de 2010 11:05 disse...

Compreendo perfeitamente tudo o que vc escreveu.

Ótimas palavras.

Daniel Savio on 20 de setembro de 2010 21:11 disse...

Você nunca vai se vender amiga, não enquanto eu estiver ao teu lado...

Trate de se cuidar, ok?

Fiquem com Deus, amiga e sobrinho.
Um abraço.

Luma Rosa on 21 de setembro de 2010 00:21 disse...

Esse lance de desmontar é sério!! Necessário!! Deixar pra depois é só prolongar o sofrimento - mas outro dia uma amiga disse: "Luma, se eu fosse sozinha no mundo, saberia o que fazer".
Menina, você trabalha em um lugar que é necessário ter muito jogo de cintura. Um amigo nosso, de carreira, perdeu uma das funções depois que o PT entrou no poder e ele tem costas largas, heim? Imagina se não tivesse!! Paciência! Beijus,

christine on 21 de setembro de 2010 23:10 disse...

hahaha... se existe alguém que te entende, sou eu! A China me salvou desse ambiente! Que ironia, né?
Mas assino em baixo tudo que vc escreveu. É assim mesmo! :P
Beijo

Janaina on 22 de setembro de 2010 14:21 disse...

Oi Tathiana,

Obrigada pela visita!
Mudanças podem ser boas, e quase sempre são, mas a gente precisa de muita coragem pra enfrentar algumas delas.Escrevi que mudar é bom, estou inclusive no emio de um desses processos, mudando de cidade novamente, mas confesso que há outras mudanças que deveria fazer e anda me faltando coragem...
Um grande abraço, apareça sempre.

Jana

 

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