Melhor versão

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sabe, não dá pra ser sempre assim. Detesto ter que viver pisando em ovos. Porque um único passo em falso me transforma na pior pessoa do mundo. E sei que a perfeição é impossível, mas eu tenho me esforçado tanto para ser a melhor versão de mim mesma! Se tudo vai bem, a recompensa é apenas não ouvir reclamações. Se algo dá errado, é tudo minha culpa, me transformo em bruxa. Ultimamente, nem precisa de um erro concreto... Basta que o erro exista na imaginação.


Mas não quero mais ouvir filosofia e psicologia barata como argumentos para justificar que a culpa é sempre minha. Não estou nem aí para generalizações. Sou única, todos nós somos únicos. E cada um de nós é todo um universo complexo. Então, não adianta mais usar recursos como argumentos fracos ou chantagem emocional. Nem precisa partilhar do meu universo, se não lhe agrada. Apenas eu estou presa a ele. E mesmo assim, acredito que posso mudá-lo. Ta, eu sei que mudanças não são fáceis. Posso dizer que me sinto quase sempre desconfortável com elas. Promover mudanças de pensamentos, sentimentos, paradigmas é muito complicado. Ouso dizer que é um processo doloroso e que não pode ser imposto por outra pessoa. Apenas as circunstâncias podem nos impor essa ou aquela postura. Ainda assim, mudanças grandes e permanentes são tão difíceis que nem sempre se alcança o resultado desejado, ainda que haja disposição para tentar. É muito mais simples continuar com os mesmos pensamentos e as mesmas atitudes, mesmo sabendo que elas envolvem círculos viciosos e resultados desastrosos, do que ter que enfrentar o inesperado. Pelo menos é assim pra mim. Pode não ser o mesmo para todos – como eu disse antes, tenho evitado generalizações por perceber quão complexos somos.

Então, é isso: sou a melhor versão de mim mesma que posso ser nesse momento. Pra quem acha pouco, apenas lamento e deixo uma pergunta: você é a melhor versão de si mesmo agora?

"Não importa o que as outras pessoas falam de você, o mais importante é que continue sendo o que sempre foi. Se mudar, faça-o para melhor." (Desconheço a autoria)

13 comentários:

Jens on 25 de novembro de 2010 14:48 disse...

Oi Tathi.
Questionar o desconforto existencial e reconhecer os limites emocionais é o primeiro e auspicioso passo para promover mudanças necessárias. Ou não. É possível que você conclua que o melhor é fazer as pazes consigo mesma e viver com quem você sempre foi. Seja como for, saúdo a tua busca pela paz interior.
***
Quanto à tua pergunta: já tive versões melhores de mim mesmo. No momento estou em compasso de espera, esperando o ano terminar e me guardando para quando o carnaval chegar.

Beijo.

Luciana on 25 de novembro de 2010 19:23 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luciana on 25 de novembro de 2010 21:16 disse...

Como já se diz:
Mudar dói, mas não mudar dói muito!

Roberta Portela on 25 de novembro de 2010 23:41 disse...

É, bom para refletir mesmo, Tathi! Gostei do post.
Beijo grande!

Kah on 26 de novembro de 2010 09:33 disse...

As pessoas vivem querendo que a gente melhore, mas são raras as que percebem que tem que mudar.
Beijos!

Palavras Vagabundas on 26 de novembro de 2010 09:56 disse...

Tathi, com certeza hoje sou melhor!
Nunca abri mão de ser quem sou e quando abri me estrepei, mas a idade e a experiência me deu mais tolerância, paciência e surdez (para aqueles momentos em que os outros falam, falam e simplesmente eu não escuto).
bjs
Jussara

Anônimo disse...

TATHI!

Eu já fui melhor...Hoje,sou apenas alguém que vive...em compasso de espera para o dia em que o a viao vai aterrissar no Rio e eu vou
s entir o doce cheiro de Brasil..,
Isso tem tudo a ver com o que eu quero fazer futuramente
dias felizes
Grace Olsson

Uni ver sos on 27 de novembro de 2010 23:17 disse...

Oi Tathiana!

Gostaria de convidar vc para participar do nosso 2º Amigo Oculto de Natal, as inscrições estão abertas para quem quiser participar, será uma linda festa de confraternização virtual. Para saber mais detalhes e se inscrever passe no meu blog.

Abraços e obrigada!!

Ξ ѕ t є я

Bruna on 28 de novembro de 2010 09:10 disse...

Nossa Tati muito bom o seu texto.
Atualmente eu tb sou a melhor versão de mim mesma e me sinto muito feliz por isso!

bjs e ótimo domingo ^__^

Christine on 29 de novembro de 2010 11:19 disse...

Bom, como estou lendo "Clarice," e justo hoje li um trecho que tem tudo haver com o que vc escreveu, vou citá-lo. E recomendo ler essa biografia. Tudo bem que me fez ficar meio pensativa, mas é que ela, casada com um diplomata, não aceitava muito ser "estrangeira", aí vc percebe que toca no âmago da ferida aqui dentro de mim... Mas vamos à Clarice Lispector: (...)respeite a você mais do que aos outros,respeite suas exigências, respeite mesmo o que é ruim em você (...) não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse o único meio de viver." Beijo no coração! :)

Fatima Valeria on 29 de novembro de 2010 19:30 disse...

As vezes parece que o tempo não combina com o que a gente sente por dentro. O "eu" espera e se perde...nada disso!!! Tome a vida nas tuas mãos,ela te leva, mas vc tb leva ela hehehe. Tenho uma amiga que diz: "Se a vida para mim é um problema,não deixo de ser um problema para ela..."
Fatima Valeria
PS:Leia os posts anteriores

Marcio JR on 30 de novembro de 2010 08:04 disse...

Olá, Tathiana.

Sempre achei que antes de agradar aos outros, devemos agradar a nós mesmos. Se paramos para escutar cada reclamação das pessoas, ficamos loucos, pois cada um pensa de uma forma, e não temos como agradar a todos.

E nós mesmos nos cobramos demais, em alguns momentos. É claro que sempre devemos buscar uma melhora, atingir um grau mais elevado de desenvolvimento, mas, por vezes, o preço é alto e a tarefa é desgastante. Por isso, se alguém me critica, convido essa pessoa a fazer melhor. Se ela conseguir, muito que bem, pois aprenderei algo a mais, e se ela não conseguir... rsrs (meu gênio é terrivelmente crítico nesse ponto, e boa coisa não sai).

Uma belíssima reflexão. Abraços.

Marcio

Daniel Savio on 5 de dezembro de 2010 15:44 disse...

Hua, kkk, ha, ha, lembrei de algo, a melhor párte de mim é sarcastica e cruel, sendo que como não a uso sempre, então não sou a melhor versão de mim nunca.

Mas mudanças sempre são dificeis, pois o envolve que o outro estea dispoto a mudar e entender a mudança (raramente estamos com estes dois elementos alinhados).

Fiquem com Deus, amiga e sobrinho.
Um abraço.

 

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